Caixa recebe lista com 1,3 milhão de CPFs suspeitos por fraude do auxílio emergencial

Nesta quarta-feira (22), a Caixa Econômica Federal (CEF), recebeu do Ministério da Cidadania (MDS), uma lista com 1,3 milhão de Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs), suspeitos de receberem indevidamente, o auxílio emergencial de R$ 600, disponibilizado pelo Governo Federal, durante o período da pandemia do Coronavírus (covid-19).

As contas serão bloqueadas até a conclusão do processo de investigação, porque, segundo a pasta, até o momento, não é possível afirmar que os CPFs selecionados, são considerados cancelados ou inelegíveis para receber o recurso. E qualquer indício de ilegalidade, em especial na ótica criminal, será imediatamente informado à Polícia Federal e os pagamentos suspensos.

Segundo informação da pasta, o Governo Federal conseguiu recuperar R$ 83,6 milhões de recursos pagos a indivíduos que não tinham direito de receber o benefício.

A iniciativa de controlar o pagamento do auxílio emergencial e suspender CPFs, partiu após a identificação de que, supostos hackers fraudaram o auxílio emergencial, através da clonagem de cartões e acessos indevidos a sistemas e contas, entre outras hipóteses.

Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o banco autorizou que o mesmo aparelho celular, fizesse mais de um cadastro, o que facilitou a invasão de hackers.

Aproximadamente 3,1 milhões do total de beneficiários, já foram bloqueados pelo banco

Os casos que forem identificados como fraudes, serão encaminhados à Polícia Federal (PF). A pessoa que mente deliberadamente, com o intuito de obter vantagem indevida comete o crime de estelionato, que tem pena de um a cinco anos de prisão.

Como o crime de fraude no auxílio, é contra os cofres públicos, existe um aumento na pena, fazendo com que ela possa chegar a seis anos e oito meses.

Em situações que trabalhadores tiveram as suas contas suspensas, receberão uma mensagem da Caixa que diz “Procure uma agência da CAIXA com seu documento de identidade para regularizar seu cadastro”.

Canais para denunciar fraudes:

FalaBR – Plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação da Controladoria-Geral da União (CGU): https://falabr.cgu.gov.br/

Telefones: 121 ou 0800-707-2003

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