Junho: Queimadas na Amazônia tem maior número de registros em 13 anos

 No mês de junho a Amazônia brasileira registrou 2.248 focos de incêndio segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), os dados foram divulgados na quarta-feira (1). Foi o maior número observado para o mês em 13 anos.

Os números ainda apontam que as queimadas aumentaram 19,6% em comparação a junho de 2019, quando foram registrados 1.880 focos, O número do último mês foi 17% menor do que essa média dos últimos 21 anos. Só que a região não registrava mais de 2 mil focos desde 2007, quando foram detectados 3.519 pontos de incêndio no bioma.

Com o aumento das queimadas surgiram duvidas a respeito da estratégia do governo do presidente Jair Bolsonaro para combater as queimadas na região. Em fevereiro, o controle do desmatamento saiu do Ministério do Meio Ambiente e migrou para o Conselho Nacional da Amazônia, liderado pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

O governo porém demonstrou descaso em combater o desmatamento e queimadas em situação em diversas ocasiões.

Em nota, o Greenpeace diz que a reposta do governo “continua ineficiente” e denuncia que “órgãos ambientais que atuam de forma estratégica, com experiência e apoiados na ciência, vêm sofrendo redução drástica de autonomia, pessoal e orçamento, impactando fortemente suas operações de fiscalização, fundamentais para o combate ao desmatamento”.

“Com o início da temporada seca e com o fogo batendo à porta, o quadro que vem se desenhando é catastrófico em muitos sentidos. Tanto pela quantidade de árvores que estão sendo tombadas por conta dos incêndios, o que pode levar à morte animais e colocar em risco uma riquíssima biodiversidade, como pelo agravamento da vulnerabilidade das populações da Amazônia à covid-19”, afirma Romulo Batista, da campanha Amazônia do Greenpeace Brasil. 

O Greenpeace também pontuou problemas na forma como o governo lida com o problema, apontou que as operações do Exército brasileiro na Amazônia custam cerca de 60 milhões de reais, esse valor é equivalente a quase 80% do orçamento anual de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França). 

Fonte: DW News

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