Presidente Jair Bolsonaro vetou a distribuição de Absorventes

O presidente da República Jair Bolsonaro falou, na quinta-feira (07) que vetou a distribuição gratuita de absorventes higiênicos para estudantes de Escolas públicas, mulheres em situação de vulnerabilidade e presidiárias. O presidente da República fez a declaração na entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília que o item não consta na lista de produtos essenciais do Sistema Único de Saúde (SUS) e que o projeto fere os princípios da universalidade, ao estipular beneficiarias específicas.

Na decisão do veto, o presidente argumentou que o texto do planejamento, não estabeleceu fonte de custeio. O texto aprovado previa que o dinheiro viria dos recursos destinados pela união ao SUS e, no caso das presidiárias, do fundo penitenciário nacional.

Senadores se posicionaram publicamente para suspensão ao veto. No Congresso, parlamentares se reuniram para discutir a derrubada do veto. O projeto de lei é de autoria de 35 deputados, entre eles, Tabata Amaral (PSB- SP) e Marília Arraes (PT- PE). A proposta foi aprovada de forma simbólica na Câmara e no Senado.

Os autores da proposta já buscam mobilizar parlamentares. “Ele [Bolsonaro] mostra seu desprezo pela dignidade das mulheres vulneráveis e pela luta da sociedade contra a pobreza menstrual. Vamos derrubar o veto”, afirmou a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) . Já o presidente do MDB e deputado federal, Baleia Rossi, chamou de “lamentável” a decisão do governo.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma em cada dez jovens já deixaram de ir para as aulas por falta de dinheiro para comprar absorventes. Estima-se que,no Brasil, esse índice seja ainda maior. O Congresso Nacional tem até 30 dias para derrubar ou manter o veto. Além desses dados, relatórios da ( Fundo das Nações Unidas para a Infância) Unicef e do (Fundo de População das Nações Unidas) UNFPA mostrou que, no Brasil, 713 mil meninas não têm acessos ao banheiro ou chuveiros em seu domicílio e mais 4 milhões não têm acessos a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas.

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