Uma homenagem aos meus professores – Robert W. Valporto

Acordei neste sábado (28) com um sentimento um tanto diferente.

Naturalmente, os afazeres do dia-a-dia nos tomam tempo e concentração ao extremo mas, como de costume, sempre tiro alguns minutos antes de dormir para pensar na minha vida. Disse a alguns amigos recentemente que faço isso pelo simples fato de que seria até ridículo não tirar minutos de dezenas de horas para pensar em mim, sem me preocupar com coisas quaisquer.

Pois bem, na noite de ontem pensei nos meus professores dos ensinos fundamental e médio; naquelas pessoas que muito contribuíram para muita coisa que fiz durante toda minha vida – coisas boas.

Este poderia ser apenas mais um texto simples para dizer o quanto são importantes esses profissionais e o quanto podemos levar para a vida as experiências que adquirimos com cada um deles. Mas, será uma homenagem direta a todos aqueles que passaram por minha vida.

Antes de começar, importante frisar que este é um texto que eu escrevo sem revisar, um daqueles textos que a gente sente e vai escrevendo, sem planejamento prévio.

Pois bem, bravo como sempre fui com as coisas que me incomodavam, fui mais uma daquelas crianças que choravam ao ficar na escola, no maternal. Mas com a leveza e carinho dados pela querida Eline Diniz, a primeira professora que me recordo, comecei a gostar daquela casa. Essa se tornou a primeira amiga para a vida. Nos encontraríamos outrora, mas os detalhes das pinturas e arte que sempre foram sua marca fincaram sua em meu coração.

Daí vim a conhecer aquela que seria uma das segundas mães que carrego pra minha vida. Até hoje não sei como chega o nosso parentesco, e se é biologicamente tia como a chamo, mas Ilzete Coelho foi pra mim, por diversas épocas, aquela professora que me levava pra casa. Esquecer seria impossível, principalmente daquele abacate batido com garfo, misturado a leite e açúcar que comíamos em sua casa, a gosto nosso.

Do ensino fundamental

Pulando para as primeiras séries, conheci a professora mais séria que tive até então. Professora Nidoca era aquele tipo de profissional que exigia de nós cada vez mais, mas que, no fundo, tinha um carinho especial por cada um daqueles pestinhas que a perturbavam tanto diariamente.

Chegamos à segunda série com a querida Maria Augusta. Aquele doce de pessoa que sabia de ensinar com tanta tranquilidade que a apreensão de conhecimento ficava prática. Essa, mais uma daquelas que nos levava pra casa, os mais quistos, e tratava-nos como filhos.

A terceira série foi a vez de uma professora totalmente diferente das demais. Não nos dávamos bem naquela época. A turma era divida em duas partes: de um lado os meninos (dos quais era líder) e de outro as meninas. Mas com um pouco mais de cuidado, eu e Maria da Graça nos entendemos e aprendemos nos respeitar e a gostar um do outro.

A quarta série, não perca a conta, foi quando conheci mais uma mãezona. Marivan era aquela professora cuidadosa, carinhosa e mesmo que a chateassem, porque crianças são fogo em sala de aula, ela conseguia tranquilamente contornar a situação. Mais uma que guardo no peito com tanto carinho.

De quinta à oitava séries houveram uma variedade de professores que passaram e deixaram sua marca.

Nas línguas portuguesas da vida passaram as queridas: Lurdinha, que até hoje quando nos encontramos seja onde for, paramos para um caloroso abraço. Mais uma mãezona que com tanto carinho tornou moleza apreender o conhecimento.

No carinho e amizade até hoje, minha querida professora Edinha. Ela é uma daquelas pessoas que quando a gente abraça não dá mais vontade de solta em agradecimento a tudo que vivemos em sala de aula para a vida.

Daí, a professora Pedrinha, que além disso lecionou Geografia. Séria quado tinha que ser, mas de coração aberto aos que quisessem. Até hoje lembro de umas lendas maranhenses que nos contou em um desses anos.

Professora Marizete, marca registrada de olhar para cima enquanto nos falava ou brigava com a turma por conta da bagunça, mas que com a capacidade equânime de divulgação de conhecimento fez com que nossa sétima série fosse tranquila.

Por fim, nessa fase, a querida professora Claudia, já em Guimarães. Nos encontramos um dia desses e eu me lembro o quanto ela se divertia enquanto nos ensinava em sala de aula e como era boa sua aula. Mais uma amiga para a vida.

Nas matemáticas da vida tive a professora Marivanda, que tanto nos contou como era acordar as 5h para estudar e ir à escola. Foram tantas histórias de sua vida que nos incentivou tanto, que quando foi professora de história e contou (com detalhes e atuação) como os descobridores do Brasil passaram por aqui, ficou fácil compreender.

Ainda em Mirinzal, aquele que seria o mais temido por todos os alunos do antigo Duque de Caxias. Josamir com seu jeito sereno e direto de ensinar marcou por ser um amigo com quem aprendi muito, mesmo com um leve medo de reprovar nos seus tão preparados trabalhados avaliativos.

Já em Guimarães o divertido professor Pereira, que tinha sido mestre de minha mãe também outrora. Seu jeito descontraído de ensinar, mesmo coisas tão chatas da matemática, e sua grande dúvida de o porquê “desse inseto” ter ido de Mirinzal para lá atentar, foram fundamentais para a formação.

Das Ciências as professoras Cátia que outrora também lecionaria língua inglesa e arte, é o tipo de professora que posso dizer que tinha cuidado com os detalhes do processo ensino-aprendizagem. Uma amiga, de muitos tempos.

Das Éticas e Ensino Religioso o destaque pra professora Clarisse. Desde o dia que disse a ela que pra mudarmos o mundo precisaríamos de disciplina, essa ficou sendo a marca registrada de suas aulas – recordar a disciplina. Amiga, companheira – guardo-a no peito, também.

Por apenas um ano mas o professor Jackson Billy foi um daqueles que, tanto nas geografias como na educação física (o primeiro que nos levou no rio) era simples no modo de ensinar e fazia com que aprendêssemos com facilidade.

Ah, professora Luzinete. Tantas vezes estive em sua casa, professora que nos acompanhou nas educações físicas logo cedo nas manhãs de terça, de arte. Uma amiga com quem, até outro dia, estava sentado na porta conversando tantos assuntos, e que admiro muito.

Uma breve passagem por aquela que chegou no primeiro dia de aula na quinta série dizendo “good afternoon” e nos assustou. Professora Silvany também é uma daquelas que sinto que tem grande carinho e apreço por mim até hoje. E é recíproco!

Em Guimarães teve as professoras Jadna, dedicada demais ao seu trabalho com as artes e com o nosso aprendizado. Até hoje ela é assim. Não posso deixar de falar de professora Jodna, minha conterrânea que lecionava naquela cidade, mas outra pessoa de muita competência. Eita nossas viagens de moto, e quedas.

Daqui, tenho que destacar a professora Satira, que nunca fui seu aluno mas sempre me tratou com o cuidado como o que tinha com os seus, e professora Diranice que sempre foi a diretora da escola mas que sempre tive apreço por ela, Tem VadecoLora, que nesse também foram meus professores e que respeito muito.

Ainda aqui lembrei agora do professor de História que tive em Guimarães, o grande Arimatéia, que também é, até hoje, um grande amigo.

Não esqueci, por mais que tenha passado rapidamente, dos professores da escola Onofrina Almeida. Lá, professora Iolanda, grande amiga minha e dos meus pais até os dias atuais. Além do professor Zé Maria, a querida Josélia que feliz ouço que ela se orgulha de eu ter sido seu aluno.

Um pouco cansado de digitar mas não ingrato com os mais recentes professores vou citar os amigos que fiz, em Mirinzal e em Guimarães, onde concluí o ensino médio.

Do ensino médio

Recordo com carinho da professora Terezinha, em Mirinzal. Que cuidado aquela mulher tinha ao nos ensinar diariamente. Ano aquele que foi de várias lutas, inclusive pela nossa escola, que estava comprometida. Ela lecionava Língua Portuguesa.

De Guimarães também dessa área aquela que é, até os dias atuais, uma grande amiga que admiro e gosto demais. Professora Idenilce era, e é, aquela professora que mais que na disciplina que leciona, me ajudou em vários assuntos pessoais da minha vida. A amo muito.

Ainda lembro do professor Eliel, em Mirinzal, que sempre teve uma maneira simples de ensinar as matemáticas e funções que era de fácil compreensão, mesmo para aqueles que não dominavam aquela ciência. Andei muito na moto dele também!

Reginaldo Jansen, em Guimarães, que eu sempre me divertia ao ver ele falando dos “lado, lado, lado” mas que com todo o seu gingado, assim como Carlinhos, fizeram com que passássemos tranquilamente. E eu lembro de perguntando pra Carlinhos quanto 1 mais 1, ele respondeu 2. Disse que não, que é 11. Isso porque 1 mais 1 é IGUAL a 2. “Tu é um louco”, dizia ele divertidamente.

Professora Silvinha, aquele tipo de pessoa que também se dedicava muito para nos fazer desenvolver bons trabalhos. Assim como ela, lembro de Rosa, Joselita, Duzinha, Rosângela, a divertida Ana Lucília e o ” e aí cara”, professor Limão.

Outra amiga que por alguns anos estivemos juntos em sala de aula e que tenho grande carinho até os dias atuais é a professora Leia. Ela ficou um tempo afastada da sala por um problema causado por uma acidente, mas é outra grande amiga.

Ah, professor Aldenir e sua grande paixão por “adentrar” aos livros de história e filosofia. Tanto é o carinho que tenho por esse profissional que o citei em minha apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da pós-graduação em Gestão Pública.

Ah, em Mirinzal, aquele que foi meu diretor no ensino fundamental e professor no ensino médio, o grande Benedito Ávila. Ele é o tipo de paizão que conversa com você sobre tudo, sobre tudo mesmo. Um grande amigo que a vida me deu, que me ensinou muita coisa sobre a vida, e que levarei eternamente no coração.

Professora Ângela Anchieta também era uma daquelas que tínhamos mais como amiga e assim fomos desenvolvendo trabalhos. Assim era também com Erli, que era sério mas sabia a hora de se divertir com os alunos. (Erli era um Josamir de Guimarães).

Também teve Ana Emília e um jeito diferente de fazer naquela localidade a educação física. Caminhadas, exercícios, corridas e dança. Coisas que ficarão marcadas para vida com muitas histórias em cada uma daquelas edições.

Aos meus diretores, caros professores Osvaldo Gomes Isnândia Cartágenes só tenho também que dar meus agradecimentos, assim como a Alcinda, pois, com eles, aprendi muito.

Esse foi o mês dos professores e, a todos os meus dessas duas etapas de vida, só tenho a agradecer e demonstrar minha gratidão por terem me suportado.

Se esqueci de alguém, me perdoem. Mas creio que não…

Robert Willian Valporto

Robert Willian Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo; em Gestão Pública; pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação; MBA em Gestão Pública; Mestrando em Comunicação.

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