Papai Noel de novo!

Ano após ano, antes mesmo de novembro findar, os comércios iniciam as decorações para o “clima” natalino. É lógico que toda essa afobação de tempo – pois o natal cristão é celebrado somente no final de dezembro – tem um motivo especial, o lucro provindo das vendas pós Black Friday, para que o comércio não fique num vácuo de data estimulante, o que não é de todo ruim, afinal, a economia tem que movimentar-se para que empregos sejam gerados e riquezas circulem, criando oportunidades para toda a sociedade pois, dinheiro circulando geram negócios, que geram empregos, que geram satisfação para as famílias, principalmente daqueles que dependem das oportunidades de vagas temporárias de final de ano.

É nesse contexto que tem vaga cativa a figura mais emblemática da época para o comércio: o papai Noel.

Noel foi uma criação publicitária remodelada pelo cartunista alemão Thomas Nast em 1886, que incluiu os adereços e cores que o bom velhinho utiliza até hoje e, pela semelhança de tonalidades com a Coca-Cola, a gigante dos refrigerantes utilizou a caricatura de Nast em uma campanha iniciada em 1931, o que popularizou o papai Noel, conhecido hoje em todo o mundo.

O comércio tem utilizado a figura de Noel como a representação da magia que envolve o período. As crianças imaginam o bom velhinho como o recompensador das boas ações do ano, o que é igualmente estimulado pelos pais.

As campanhas publicitárias de dezembro, mesmo tendo forte apelo consumista, ainda assim, num conjunto, remetem a um momento de reflexão, de congraçamento, de solidariedade e de paz. É um momento de perdoar, de ser perdoado, de manifestar o amor a todos os seus semelhantes.

É inegável que neste período os corações estão mais macios e as almas, mesmo as mais duras, amolecem com o clima diferente do natal. E o ato de presentear surge como a exteriorização de sentimentos nobres como o reconhecimento, a doação ou reconciliação.

O presentear, nesta data, além de satisfazer a economia, satisfaz a alma de quem dá, e muitas das vezes até a fome de quem recebe.

Para os cristãos, assim como este que vos escreve, o Natal representa o nascimento de Jesus, e tudo que desse marco histórico advém. Os sentimentos são os melhores possíveis, pois em Cristo o Natal se torna especial: é a comunhão do homem com o divino, e tudo que dessa corrente provém.

Muitos povos não este final de ano como celebramos, ao passo que não reconhecem Jesus como a divindade que é, no entanto, alguns comemoram em igual período os mesmos sentimentos humanitários, a exemplo dos Judeus que em dezembro celebram o Hanukah, que significa festa das luzes em hebraico e lembram as vitórias contra a opressão, a discriminação e a perseguição religiosa.

De qualquer forma, o velho Noel, sem nos atermos à religiosidade, pois jamais substituirá Jesus, tem um papel importante nesta data, ele representa um estimulo econômico do consumo conciliado com a faceta humana da época.

Não precisamos ser chatos. Sejamos como as crianças: papai Noel de novo!

Robert Willian Valporto

Robert Willian Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo; em Gestão Pública; pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação; MBA em Gestão Pública; Mestrando em Comunicação.

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