Ano novo. Um novo ser.

Por Armstrong Lemos

Estamos no final de 2017. Passado o natal, a cidade corre no ritmo dos preparativos para o ano que se inicia. Que venha 2018, com as boas vibrações e realizações.

É inegável que esse marco da divisão do tempo – invenção humana que tem por base o movimento de translação da terra – serve para orientar todas as etapas das nossas vidas.

Um ano, composto por 365 (trezentos e sessenta e cinco dias) e 366 (trezentos e sessenta e seis dias) quando bissexto, orienta o homem na divisão do seu próprio tempo, realizando e projetando realizações em sua contagem, inclusive fracionada.

É sob o ano, nas suas perspectivas, que são lançados sonhos e metas, e sob o mesmo marco, são analisadas as aspirações planejadas no seu início, essas convertidas em frustrações ou satisfações, dependendo do resultado daquele ano findo.

É natural que o homem tenha aspirações a cada ano que se inicia e, de forma igual, reavalie a concretização dessas aspirações continuamente, tendo o tempo, que se passou ou que virá, como medida de referência desses comportamentos.

Por certo, tudo o que planejamos não depende só de nós para concretizar-se. Depende de um conjunto de fatores, inclusive materiais, que influenciam na concretização dos nossos desejos, e que, por certo, testam a nossa capacidade de superação.

No entanto, ante a todos os obstáculos postos nessa caminhada do desejo da mudança, há um empecilho maior, difícil de ser superado, porém não impossível.

Ele é conhecedor de todos os nossos medos, fraquezas, vaidades e virtudes, e como tal, utiliza as nossas características em desfavor de nós mesmos. Porém, se domado, pode ser o nosso maior aliado nas superações.

Esse ser dúbio ao qual me refiro é o próprio sujeito. O sujeito consciente ou o subconsciente do sujeito, que necessita, a cada passo, correções de rumos e realinhamento de vontades, para que os seus desejos sejam alcançados.

Mais do que superar as adversidades, é preciso superamo-nos. É preciso transpormos os nossos defeitos e, até mesmo, direcionar com sabedoria as nossas virtudes.

O maior desafio do ano que se inicia é essa compreensão de que tudo o que desejamos e pretendemos, terá que se compatibilizar com o nosso próprio eu. Com os nossos comportamentos, pensamentos, atitudes e emoções.

Não se faz uma mudança porque o ponteiro do relógio mudou. Só se muda, quando se muda junto com o desejo de mudar.

Que venha o ano novo, e com ele um novo ser.

Robert Willian Valporto

Robert W. Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo e em Gestão Pública; pós-graduado em Gestão Pública; e pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação.

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