Deputada lê carta que acusa Dino de perseguição nas eleições de Coroatá, Mirinzal e Porto Rico

A deputada Graça Paz (PSDB) fez uso da tribuna na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) para se posicionar contrária às posições que chama de perseguição por parte do governo Dino, sobretudo após a divulgação de uma nota que orienta a Polícia Militar (PM) do estado a monitorar a oposição a Dino nos municípios do estado.

Segundo a deputada, que lia uma carta escrita por um ex-prefeito e deixada em seu gabinete, mas que não quis assinar com receio de sofrer perseguições, em vários municípios já se foi utilizado de força, sobretudo policial, à favor de Dino nas últimas eleições. Paz enumerou alguns casos que, inclusive, já foram alvo de debate na Alema.

“O que ocorreu nas eleições de 2016, onde o aparelho de segurança do Governo Estado operou manobras para prejudicar os candidatos de oposição ao grupo político do governador, entendo perfeitamente que essa pratica nazista, não vem de agora”, começou pontuar a deputada lendo a carta.

‘Casos como o de Coroatá’

A carta afirmou que, naquele município,, houve uma verdadeira caça aos adversários do Governo Dino, citando a deputada Andrea Murad, que foi a principal parlamentar a denunciar a perseguição naquele município.

‘No município Porto Rico-MA’

“Todo o contingente policial foi trocado às vésperas das eleições e plantado um agente secreto da polícia na porta da casa da prefeita para tentar armar um flagrante forjado para prejudicar a sua reeleição e beneficiar a candidata do PCdoB”, discursou a deputada com base na carta.

‘O mais grave de todos’

Graça Paz citou, ainda, o caso do ex-prefeito de Mirinzal, Amaury Almeida, que no dia do pleito foi preso e encaminhado para Pedrinhas sob acusação de homicídio contra uma pessoa e tentativa de homicídio contra outras duas, mesmo que isso nunca tenha acontecido.

“O caso mais violento e explícito do uso da polícia do Governo do Estado em favor de uma candidatura e para prejuízo da oposição, que foi a prisão do prefeito de Mirinzal que concorria à reeleição e era adversário que era oposição e candidato do Governo do Estado”, frisou.

“Não me sinto seguro e livre no próprio estado.  Além de ex-prefeito, sou advogado e necessito do meu sigilo telefônico para exercer minha liberdade de poder falar com amigos, familiares e clientes, sem que esteja grampeado pela polícia política”, pontuou a carta do ex-prefeito.

Veja os trechos citados, abaixo:

Robert Willian Valporto

Robert Willian Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo; em Gestão Pública; pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação; MBA em Gestão Pública; Mestrando em Comunicação.

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