Um suicídio e muitas dúvidas. O que de fato aconteceu com Thalia?

Na última sexta-feira Santa, Thalia Meireles, que morava na cidade de Monção, recorreu ao suicídio, enforcando-se. A jovem deixou uma carta alegando que o motivo pelo qual teria se suicidado seria por ter sido violentada sexualmente pelo “pai”. Mas, o que de fato aconteceu?

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Thalia era filha biológica do conhecido comerciante Meireles, de Igarapé do Meio. Ela morava com a sua mãe, padrasto e irmão, em Monção. Na sua carta de despedida, a jovem parece confusa e de difícil conceituação de vida.

Na carta, ela diz que “meu próprio pai me abusou e foi por isso que eu morri por dentro. Eu fui morrendo durante dois anos. Fui vendo minha morte sem poder fazer nada a respeito”, disse, o que deixou muita gente em dúvida.

Primeiro, a que pai a jovem se referia? Essa dúvida se dá pelo fato de que ela chamava o padrasto de pai, também. Além disso, ela se refere aos “últimos dois anos”, o que poderia não se referir ao pai biológico. Afirma também que a mãe sabia de tudo.

Várias acusações foram feitas ao empresário Meireles, tido como culpado pelo ocorrido, por meio de manifestações nas redes sociais. Em contrapartida, o empresário apresentou um outro dado importante para a dúvida do suicídio continuar: que ela jogaria com frequência um jogo online chamado Baleia Azul.

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É o jogo da Baleia Azul, disputado pelas redes sociais, que propõe desafios macabros aos adolescentes, como bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilação, ficar doente e, na etapa final, cometer suicídio. Aparentemente o fenômeno começou na Rússia, mas está se espalhando – inclusive no Brasil, como sugerem o caso da jovem de 16 anos morta no Mato Grosso e uma investigação policial em andamento na Paraíba.

O pai biológico chama o jogo de “jogo diabólico”, tratando das possíveis consequências que esse causa aos que o aderem.

Segundo a própria suicida, essa não teria sido a única vez que tentara suicida-se. Entretanto, parecia ter consciência que poderia ter um futuro feliz, logo contradizendo-se referindo à falta de “existência”, real. O que se viu realmente, era uma jovem depressiva, que passou por tudo sozinha sem o acompanhamento que precisava.

Robert Willian Valporto

Robert Willian Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo; em Gestão Pública; pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação; MBA em Gestão Pública; Mestrando em Comunicação.

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