Todos colando em Bolsonaro, no Maranhão

Seja por ideologia ou por mero oportunismo político, está se tornando cada vez mais comum o uso do “discurso Bolsonaro” pela classe política maranhense, alguns inclusive pleiteando algo nas próximas eleições municipais e até estaduais.

A primeira aderência maranhense ao projeto do “mito” foi a ex-prefeita Maura Jorge, que concorreu ao governo do Estado pelo mesmo partido do Presidente eleito. Ele inclusive esteve presente em São Luís ao lado da candidata, declarando ser ela a sua representante no Maranhão, naquele momento.

Como o coeficiente de votos que Bolsonaro não levou Maura para o segundo turno, restou à candidata tentar levar a campanha do aliado para a frente no Maranhão. Foi inclusive visitá-lo no Rio de Janeiro, mesmo que não tenha postado nenhum tipo de mídia desta.

Ainda assim, aliados fizeram calorosa recepção para Maura em seu retorno, ainda levantando a imagem de que continuava sendo a principal representante dele no Maranhão.

Diferentemente dela, tanto em foto postada quanto em resultado nas urnas, outro a associar sua imagem ao do Presidente foi o deputado federal Aluísio Mendes. Visitando Bolsonaro, quis selar aquela que pode ser a real parceria, já que estará próximo dele em Brasília.

Mas ainda outro derrotado nas urnas, por sinal sem sinais do prestígio das eleições na qual fora eleito, o senador Roberto Rocha também encontrou o capitão bom Rio de Janeiro.

Rocha ainda tem 4 anos de mandato e pleiteia ser o único aliado direto de Bolsonaro no Senado, representando o Maranhão, já que Weverton e Eliziane são oposição. Essa pode ser a chance de abrir o diálogo com as forças maranhenses.

Por último e não menos importante nessa disputa, o reeleito governador Flávio Dino, que de forma alguma quer ser aliado, mas pensa em conseguir prestígio com os anti-Bolsonaros maranhenses. Segundo blogs que o elogiam, Dino já estaria sendo reconhecido nacionalmente pela resistência. Isso fortaleceria seu nome para 2022.

Essa é uma postura tomada novamente pelo governador para ganhar atenção nacional. Situação semelhante à que tomou quando a presidente Dilma estava por sofrer – posteriormente sofrendo – o processo de impeachment. Naquela época, blogs aliados cogitavam até que fosse o candidato à presidência ou até mesmo vice do Lula.

De uma forma ou de outra, aliados e opositores veem no candidato que conseguiu derrotar o PT nas urnas a oportunidade de “se fazerem” para os próximos anos e disputas eleitorais.

Todos colam em Bolsonaro…

Robert Willian Valporto

Robert W. Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo e em Gestão Pública; pós-graduado em Gestão Pública; e pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *