O que está por trás de Sérgio Moro com Bolsonaro

Por Robert Willian Valporto*

Se a maioria dos eleitores acha que é uma teoria da conspiração, não, não é. Ocorre que apesar de ter maioria nas urnas, o “Mito” também tem maioria de rejeição na política e em meio à população brasileira.

Bolsonaro sabe que agora – na verdade vem fazendo isso desde o início do segundo turno – terá que recuar o discurso mais intenso para que possa apaziguar os ânimos entre os poderes. Só assim poderá governar sem tanta impopularidade.

E marketeiro de qualidade pra isso, ele tem!

A medida de chamar para seu Ministério da Justiça o juiz Sérgio Moro, ou pelo menos de indicá-lo futuramente ao Supremo Tribunal Federal (STF), nada mais são do que duas dessas estratégias para manter a paz com os governados.

Sérgio Moro, que tem como maior feito na vida jurídica a prisão de Lula e desfechos da Operação Lava-Jato, e soube explorar isso para crescer no ramo e se promover, ainda é respeitado por maioria da população brasileiras. Por razões lógicas!

O antipetismo se tornou cada vez mais comum no país, a qualquer custo – um erro, ou talvez nem tanto. A culpa disso tudo é única e exclusivamente do Partido dos Trabalhadores, que não soube a hora de recuar a roubalheira e prejudicaram toda a esquerda brasileira.

Bolsonaro surge nesse cenário como sendo o candidato que não quer saber dessa baderna toda. Uma vez eleito, precisa reconquistar parte do eleitorado que o rejeitava para governar. Assim como também o Congresso. indicar alguém de referência no ramo (antipetista) lhe dá “credibilidade” com os brasileiros. Pelo menos com alguns. Talvez maioria.

Alguns analista políticos chegam a dizer que ele pensa em amarrar os caminhos por onde possa ser derrubado. Mas isso não funcionou nem com Lula tampouco com Dilma, que nomearam boa parte dos representantes do judiciário.

Na verdade, Bolsonaro nada mais quer que sentir que há “clima” para governar o país. Para isso, seus marketeiros já entenderam que aquele velho discurso precisa ser superado, apesar dos difusos e contraditórios discursos do eleito Presidente.

É como disse uma vez: o a figura que agradou boa parte do eleitorado não poderá manter seu perfil inicial. Isso talvez tenha funcionado nos Estados Unidos. Aqui não funcionará!

 

*Robert Willian Valporto é graduado em Comunicação Social – Jornalismo; pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação; graduado e pós-graduado em Gestão Pública.

Robert Willian Valporto

Robert W. Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo e em Gestão Pública; pós-graduado em Gestão Pública; e pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação.

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