Opinião: o legado de Bolsonaro e Venezuela.

Por Robert Willian Valporto*

Tem que mudar isso daí, ta ok?

Era uma resposta fácil para a conjuntura política, econômica e moral na qual estava inserida o Brasil, quando então surgiu a figura Bolsonaro que fora apresentada como uma via de saída diante de tanta coisa errada que acontecia no país.

Ele não seria, não é, tampouco será um salvador da pátria. Iludem-se os que consideram isso, assim como também são iludidos os pertencentes a um grupo seletos de apaixonados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que, em detrimento às imundícies por membros de seu partido cometidas, ainda os consideram como principal saída para o combate à corrupção.

Pois bem, a resposta fácil e direta não seria o suficiente, como ainda defendem fiéis eleitores, para que o Brasil saísse da crise que fora metido por inconsequentes ações no campo político partidário, independente do partido ou figura pública ora responsável.

Sempre disse que o atual Presidente da República não seria, por si só, de pulso firme o suficiente para conseguir lidar com as intempéries comuns aos Chefes de Estado desta bandeira verde e amarela.

Em contrapartida, acreditei que uma boa gestão de Bolsonaro seria notada [e ainda poderá ser], apesar de sua variedade de defeitos enquanto ente público. Isso, levando em consideração a boa relação com os Estados Unidos da América (EUA), por meio da figura Guedes, que viabilizaria uma valorização do Real (R$), o que mantém economicamente o país dentro do debate, já que as subidas e descidas do dólar são meramente especulativas.

Tendo como braço direito e chefe de um superministério que envolve dinheiro o banqueiro Guedes, o capital estrangeiro (lê-se dólar ou Potência Norte-Americana) poderia achar interessante investir no país, tendo seus anseios respeitados [pra não dizer priorizados] pela tal figura.

Isso ainda pode acontecer!

Entretanto, os primeiros dias de gestão do presidente se associam a “tiro, porrada e bomba”, usando linguagem metafórica para descrevê-los. Intromissões estratégicas de seus filhos, crises que levam à queda de ministro de confiança (ainda creio que cairão outros mais) suavizam a grossa voz que prometera ter o presidente.

Enquanto tudo isso acontece, há uma luz no fim do túnel para mostrar que o presidente é “osso duro de roer”, diriam os populares. A medida é simples: ajudar os EUA no quesito Venezuela nem que, para isso, quebre todos os paradigmas históricos do Brasil, o exército entrando em cena para guerrear.

O Brasil é naturalmente o que tenta acalmar os ânimos dos que querem guerrear. Por motivos óbvios: nosso povo faz piada de si próprio, sorri de tudo, não vê na guerra uma saída para os problemas que o país enfrenta.

Mas isso tem mudado nos últimos tempos, sobretudo com os discursos de ódio difundidos por ambos os lados na última eleição.

Não perca o fio da meada, estamos falando de Bolsonaro e Venezuela.

Talvez seja querendo entrar em um grande conflito (lê-se possível guerra) com a Venezuela a troco, mais uma vez, de uma boa relação com a ‘futura ex-maior potencial mundial’, que o Bolsonaro tente encontrar seu legado e o caminho para a governança, já que, com a demissão de Bebiano, todos agora receiam brigar com os Bolsonarinhos.

Haverá guerra? Momentaneamente, não podemos afirmar que sim. Mas o presidente do Brasil, se não se orientar, em vez de cair de Maduro, cairá de podre.

* Robert Willian Valporto é graduado e pós-graduado em Gestão Pública; graduado em Comunicação Social - Jornalismo; pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação; e mestrando em Comunicação.

Robert Willian Valporto

Robert W. Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo e em Gestão Pública; pós-graduado em Gestão Pública; e pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação.

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