PMs são presos suspeitos de participação no assassinato de Marielle Franco

Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam na manhã desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, suspeitos de envolvimento nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime irá completar um ano nesta semana.

O que diz a denúncia

Segundo o Ministério Público, os PMs foram denunciados depois de várias análises de provas e o crime teria sido planejado durante os três meses que antecederam os assassinatos. Ronnie Lessa teria sido o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson. Já Élcio Vieira de Queiroz, o condutor do veículo usado no crime.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) disse que “São prisões importantes, são tardias. É inaceitável que a gente demore um ano para ter alguma resposta. Então, evidente que isso vai ser visto com calma, mas a gente acha um passo decisivo. Mas o caso não está resolvido. Ele tem um primeiro passo de saber quem executou. Mas a gente não aceita a versão de ódio ou de motivação passional dessas pessoas que sequer sabiam quem era Marielle direito”.

Operação

Além dos mandados de prisão, a chamada Operação Lume irá realizar mais 32 mandados de busca e apreensão contra os denunciados, para apreender documentos, computadores, celulares, armas e outros objetos.

A Operação Lume foi batizada em referência a uma praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. No local, ela também costumava se reunir com outros defensores dos direitos humanos e integrantes do PSOL.

A investigação ainda tenta esclarecer quem foram os mandantes do crime e a motivação.

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