CRÍTICA A JATO: NÓS

Impossível ficar indiferente aos filmes mais recentes de Jordan Peele. Desde “Corra”, o diretor descobriu uma veia voltada para a produção de filmes de terror com toques pessoais, criando uma identidade específica para seus filmes.

E ele repete a dose com esse ‘Nós’. Diferente, enigmático, assustador, seu novo filme é um soco no estômago, com altas doses de humor negro e um terror com risos nervosos provocados pelas imagens impactantes e pela trilha sonora arrebatadora.

De férias, uma família classe média americana (Lupita Nyong’o, Winston Duke e as crianças Shahadi Wright Joseph e Evan Alex, todos sensacionais), resolve ir à casa de praia, quando recebe a visita de quatro pessoas vestidas de vermelho. Ao olharem mais de perto, descobrem que são versões assustadoras deles mesmos.

Com este roteiro escrito pelo próprio Jordan, o diretor aproveita para falar da luta de classes e dos problemas da sociedade, podendo dar às “cópias” a representação dos excluídos, vistos como párias.

Mas o que vale é a obra em si, que provoca um misto de sentimentos no espectador, com todos os personagens muito bem construídos, cada um com uma personalidade bem delineada.

Nyong’o dá show ao mostrar ao espectador nuances de interpretação diferentes quando vive Adelaide, ou quando vive sua cópia. Sabemos quem é quem. Duke, como o pai de família abobalhado e medroso, também segura com competência os momentos de humor negro. Atenção para as participações especiais de Elisabeth Moss e Tim Heidecker, sensacionais.

Ao final, quando o espectador pensa que tudo foi mostrado, Jordan Peele aparece com um plot twist de arrepiar, revirando totalmente tudo que foi contado da história até então. 

Sensacional e impactante. Gostando ou não, o espectador, ao menos, não sairá indiferente ao que foi proposto durante a projeção. 


Nota: 9/10 (Via @Presepadageek )

(por @advmbastos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *