Descaso com educação e infraestrutura da zona rural de Mirinzal

O povoado de Paraíso, próximo ao povoado Jerusalém, que faz a divisa entre os municípios de Central do Maranhão e Mirinzal, encontra-se em total descaso com a educação e com a infraestrutura das vias que dão acesso à comunidade.

A situação foi denunciada pelo grupo de Oposição Renovada da cidade, liderado pelo advogado Armstrong Lemos, que foi ao local averiguar e solicitar, por meio de vídeos, que o prefeito Jadílson Coelho olhasse com maior sensibilidade aos moradores daquele lugar.

Estudantes são obrigados a atravessar o rio a nado para irem à escola no município de Central do Maranhão, devido à construção de uma ponte iniciada anos atrás, pela Prefeitura de Mirinzal, mas nunca concluída.


Os residentes naquela comunidade denunciam que a obra está paralisada há mais de três anos, sem previsão de conclusão

Os moradores também temem que fortes chuvas possam agravar a dificuldade de quem precisa efetuar a travessia diariamente. “Olha, isso aqui é um sofrimento, ainda mais para os estudantes que estudam a noite e descem do ônibus aqui por volta das 22h para as 23h. É muito sofrimento”, pontuou Juvenal, morador do povoado de Jerusalém.

“O prefeito é um senhor que pode resolver essas causas dos estudantes daqui. Eu vivo olhando a situação e o sofrimento deles aqui no rio. Essa ponte não tem condições de eles passarem. Prefeito, o senhor precisa resolver essa situação”, completou Juvenal.

“Um apelo que eu faço é para que eles venham resolver isso aqui. O problema não é só pra nós que moramos ou trabalhamos pro lado de cá, mas também, os estudantes que moram na comunidade aqui perto”, disse um agricultor que passava pelo local.

Enquanto isso, dentro do povoado, a única escola que atende as crianças que ali residem se encontra com o telhado deteriorado por cupins e cheio de goteiras. Não há merenda escolar disponível, e nas geladeiras só existem água, vinagre e pequenos pacotes de carne moída.

Segundo moradores, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da comunidade não está sendo entregue, e não há explicações nem do prefeito, tampouco dos secretários de Educação ou de Agricultura do Município.

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