Massacre em presídios de Manaus deixa 55 mortos

A última segunda-feira (27), foi marcada pela morte de mais 42 detentos em quatro penitenciarias de Manaus (AM), totalizando 55 mortes desde domingo (26). A Secretaria Estadual de Administração Penitenciaria (SEAP) informou que as mortes ocorreram nas penitenciárias Instituto Penal Antonio Trindade (IPAT), Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1) e o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

A SEAP informou que todos os corpos encontrados na segunda-feira apresentavam indícios de morte por asfixia.

Estas mortes ocorram um dia após 15 detentos morrerem em um conflito entre facções no Complexo Anísio Jobim (Compaj), que envolveu os pavilhões 3 e 5. O governo federal mobilizou a Força Tarefa de Intervenção Penitenciaria (FTIP) a fim de controlar a situação nas quatro penitenciarias.

No caso da Compaj a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) já atuava na área desde o massacre que ocorreu em janeiro de 2017, deixando 56 mortos. O secretário da SEAP, o coronel Marcos Vinicius Almeida disse que não se tratou de uma rebelião, somente de uma disputa entre dois grupos de presidiários.

Os presídios que registraram 55 mortes nos últimos 2 dias são administrados pela mesma empresa, A Umanizzinare, que será substituída no fim de 2019.

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) divulgou um ofício com recomendações ao governo do Estado e definiu um prazo de 72 horas para que apresente um relatório sobre estes requerimentos.

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