Manifestantes voltam às ruas de São Luís, contra bloqueio de verbas na educação

Estudantes, representantes de entidades estudantis e de sindicatos de trabalhadores, participam hoje (30), em várias regiões do país e também no exterior, de atos contra o contingenciamento de verbas públicas para universidades federais. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), há previsão de mobilizações em 143 municípios do país.

É a segunda vez este mês em que os manifestantes vão às ruas em defesa de manutenção de recursos para o ensino superior.

Regiões que aderiram ao manifesto: São Luís, Belém, Salvador, São Paulo, Pernambuco, Brasília, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Acre, Rio Grande do Sul, Paraíba, Amapá, Santa Catarina, Sergipe, Ceará e Piauí.

São Luís

Uma exposição de projetos de pesquisa acadêmica desenvolvidos em quatro instituições de ensino federais e estaduais, foi instalada na Praça Deodoro, no centro, onde há a concentração para a caminhada agendada a partir das 15h. Entre as atividades que estão sendo oferecidas à população que passa no local, é possível simular o cálculo de tempo para aposentadoria caso as novas regras propostas sejam aprovadas pelo Congresso Nacional.

Também em São Luís, um grupo de estudantes universitários se concentrou em frente à Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Entre as 6h30 e as 9h30, os estudantes bloquearam o acesso ao campus e distribuíram panfletos explicando a motivação dos atos que ocorrem em todo o país.

Em nota, a reitoria da UFMA apoia as manifestações, classificando-as como “um marco histórico fundamental para que se reveja essa decisão e se compreenda que a educação é um investimento no futuro do país e a possibilidade de desenvolvimento social, cultural, tecnológico e humano”.

MEC

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos. O bloqueio de 30% dos recursos, inicialmente anunciado pelo MEC, diz respeito às despesas discricionárias das universidades federais, ou seja, aquelas não obrigatórias. Se considerado o orçamento total dessas instituições (R$ 49,6 bilhões), o percentual bloqueado é de 3,4%.

Fonte: Agência Brasil

Foto: TV Mirante


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