“Mas abomina o traidor”

Esse era o complemento de uma frase muitas vezes dita pelo saudoso Leonel de Moura Brizola, um dos poucos políticos a ter prestígio e respeito suficientes para se tornar Governador de dois estados brasileiros: Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

“A política ama a traição, mas abomina o traidor”, dizia Brizola. É exatamente a partir dessa frase que poderemos fazer uma reflexão neste artigo.

Com o passar dos anos, associado ao aprendizado – para não ter que dizer malandragem – do homem, ficou cada vez mais comum que ‘representantes do povo’ possam tomar posturas um tanto questionáveis.

Candidatos aos mais diversos cargos de poderes municipal ao nacional, é muito fácil ver aqueles que, até outrora defenderiam bandeiras de modo muito veemente, mudam de postura radicalmente, apesar de falta de motivo no mínimo lógico, culpando a “dona conjuntura”.

É assim!

Participando do quadro ‘O Brasil que você quer para o futuro’, da TV Globo no ano passado, representei minha cidade e disse que queria um Brasil onde a sociedade, como um todo, fosse honesta, haja vista que os políticos saem da sociedade, são produto do meio.

O fato dessa sociedade não ser honesta, tampouco verdadeira, muitos conseguem tomar posturas no mínimo antiéticas em prol de ocupar um espaço de maior prestígio pessoal, em busca do poder – que pode ser demonizador para a índole do Cidadão.

Em contrapartida, a política tem o código de ética que cobra, imperdoavelmente, dos que tem essas posturas. Ela ama a tração? Ama. Mas, também, abomina o traidor, já que sua índole fica questionada por muito tempo, senão para toda sua carreira.

Seria, então, errado mudar de opinião? De postura? De forma alguma. Somos seres humanos e sujeitos ao erro, continuamente pelo carma herdados dos nossos ancestrais: Adão e Eva. 

Mas, meus amigos, não confundamos a imperfeição, fruto do pecado, com falta de caráter proposital – pecado pelo qual o individuo insiste em praticar, apesar de consciente da imoralidade que o faz.

“Eu queria não ver todo o verde da terra morrendo e das águas dos rios os peixes desaparecendo”, dizia uma música de Roberto Carlos que ouço desde a infância. Utilizando-a como guia, digo-vos que eu queria não ver a honestidade e pureza sendo abandonada pelos homens públicos, e não ver os bons políticos, que pensam no povo e não em seu bolso, deixando de existir, desaparecendo.

Robert Willian Valporto

Robert Willian Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo; em Gestão Pública; pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação; MBA em Gestão Pública; Mestrando em Comunicação.

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