CRÍTICA A JATO – JOHN WICK 3 – PARABELLUM

Para quem gosta de filmes de pura ação e pancadaria, que delícia é assistir John Wick 3 – Parabellum.

A trama, dirigida por Chad Stahelski (que também dirigiu a parte 2) começa exatamente onde parou o filme anterior, com John tendo que fugir da alta cúpula, após ter cometido assassinato dentro do Hotel Continental, território onde este tipo de comportamento é proibido.

O diretor, já coloca John no meio da contagem regressiva de exatos 60 minutos para expor sua cabeça a prêmio, sendo perseguido por todos os melhores assassinos do mundo.

O sensacional Keanu Reeves, com poucas falas e seu ar blasé, parece que está em um dia de sol, fazendo o que mais gosta, e procurando sobreviver em meio aos combates mais insanos, desde uma luta com facas, passando por perseguições de motos e um belo e sensacional tiroteio.

John Wick, como de praxe, usa o que tem em mãos como arma: de livro (sim, livro!), a cavalos (sim, cavalos!).

O espectador mal consegue respirar e nem sente as mais de duas horas de filme, passarem. A linha narrativa criada não provoca cansaço, ao contrário, torna até tudo plausível, e traz os maiores e diferentes cenários, apoiados por cores fortes e distintas em cada um deles, passando por uma escola de dança; deserto; as ruas da cidade; até a ambientação em Casablanca.

Lá, aparece a personagem de Halle Berry, Sofia, que tem uma química impressionante com Keanu, (e é deles a melhor cena do longa), novamente provocada por um desrespeito ao cachorro de Sofia (ah, os cachorros!). Pena que dure pouco!

Impressionante também, como as cenas de luta não causam vertigem. O diretor se preocupa em mostrar onde o herói pega a arma, como monta e desmonta, até o momento da luta, com coreografias muito bem montadas, fazendo com que tudo na tela tenha fluidez.

O final, surpreendente, traz John Wick com muito ódio, pronto para destilar na continuação, que é mais do que certa. Afinal, Parabellum significa “prepare-se para a guerra”, ou seja, o espetáculo, já sensacional, tem muito o que mostrar ainda.

Nota: 9/ Muito Bom

(por Marcelo Bastos/ @advmbastos)

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