Velório de criança maranhense morta no Chile, será nesta sexta-feira (7)

O velório e o sepultamento do corpo de Khálida Carvalho Trabulsi, de três anos, será em São Luís. Segundo nota divulgada pela família, o velório começará às 19h, na Igreja Batista Fialdélfia, no bairro Vinhais e o cortejo fúnebre sairá da igreja, até o Cemitério do Gavião, na Madre Deus (região central de São Luís) às 9h de sábado (8).

Khálida morreu no Chile, na última segunda-feira (3), após um fragmento de rocha se desprender de uma das montanhas e atingir a criança.

O trágico acidente ocorreu nas imediações da barragem de El Yeso (ponto turístico na Cordilheira dos Andes na região metropolitana de Santiago).

Além de Khálida, outra vítima da tragédia, foi Isadora Bringel, de sete anos. A família de Isadora ainda não divulgou informações sobre o velório e sepultamento. No entanto, o pai da menina se manifestou ontem (6), por meio de uma rede social, prestando homenagens à filha.

“Egoísmo seria se ela fosse só minha. Obrigado Deus por ter me escolhido para ser pai e poder dividir 7 anos da minha vida com ela. IsaLinda te amo. Agora você é um anjo aí no céu!!!”, disse Marcelo Bringel Carvalho.

Em outra postagem, o pai segue discurso parecido. “Minha perfeição. Única. Nenhuma palavra, nada se compara. Mesmo sem entender, mesmo não aceitando, Deus é pleno em suas atitudes. Só tenho que agradecer a oportunidade de ter sido teu pai. Minha filha, eu vou te amar até o final e um dia vamos nos encontrar. A dor é insuportável, mas obrigado por tudo. Eu posso dizer que tive um anjo aqui na terra e agora tenho no céu. Eu te amo infinitamente”.

Entenda o acidente

Khálida e Isadora viajavam pelo Chile com as respectivas famílias, que são amigas. As duas meninas, inclusive, estudavam na mesma escola em Bacabal, cidade no interior do Maranhão onde ambas viviam.

Os pais das meninas disseram, na última quinta-feira (6), que não havia sinalização no local sobre risco de queda de rochas e nenhuma barreira física para impedir a entrada de pedestres. Ao contrário do governo local, Marcelo Martins Bringel Carvalho, pai de Isadora, relatou que eles e os demais turistas desceram das vans em que viajavam e caminharam por cerca de 20 minutos, sem qualquer aviso de proibição.

Já a governadora da província de Cordillera, Mireya Chocair, disse que o local do acidente estava fechado para visitas, justamente pelo risco de acidentes do tipo. O ônibus onde as duas crianças estavam, cruzou a área interditada quando a rocha se desprendeu e caiu sobre elas.

A tragédia aconteceu perto da data do aniversário de uma das vítimas.

Raimundo Lisboa, avô de Khálida, relatou que a família está em estado de choque com a morte da neta, que completaria 4 anos em 22 de junho. “O convívio não poderia ser melhor. Era uma menina alegre. Quarta-feira foi meu aniversário e ela fez um bolo para mim, cantou parabéns para mim. Era uma criança maravilhosa, amada. Está todo mundo em estado de choque”, contou Raimundo.

O acidente ocorreu na represa El Yeso, na cidade de San José de Maipo, a 100 quilômetros da capital chilena, Santiago. As meninas, de 3 e 7 anos, estavam fora de um ônibus de turismo quando as rochas se desprenderam do paredão, matando as duas.

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