Mirinzal: chuvas fortes deixam ruas e rodoviária alagadas

As fortes chuvas que caíram desde a noite da última terça-feia (11), em Mirinzal, deixaram a população apreensiva com as área alagadas na cidade. A água subiu pelas calçadas no bairro do Rio Frio, deixando moradores ilhados e o Terminal Rodoviário da cidade inundado – há 14 anos esse fato não acontecia na cidade.

Causas

A principal causa do alagamento não se deve apenas às fortes chuvas. No principal local afetado pelo alagamento, antes existia uma lagoa pluvial que foi aterrada, sendo o espaço posteriormente ocupado por construções, a exemplo da rodoviária da cidade.

Aquela bacia é receptora de águas de duas importantes avenidas da cidade: Av. Maria Firmina, que segue por meio de uma galeria que passa por diversos quintais; e a Av. Governador Antonio Dino, que escoa pela Rua Divino Espirito Santo, com destino a esse espaço.

De acordo com o advogado e morador da cidade Armstrong Lemos, líder do grupo ‘Oposição Renovada’, falou sobre o problema. “Sucessivos governos vêm permitindo a ocupação irregular de áreas, causando o alagamento, pois, os locais de acúmulo e escoamento de águas ficam obstruídos, em especial nessa localidade, onde foi construído um bar sem a autorização do poder público, em cima de uma bacia de captação de água das chuvas”, pontuou.

“Ex-prefeitos lotearam toda essa área e doaram para seus aliados políticos. Isso produz um grave crime ambiental na cidade. Para situações como essa não se perpetuarem, o poder público precisa tomar uma medida urgente para evitar esse alagamentos e ocupações irregulares em pontos que deveriam ser de preservação”, concluiu Armstrong.

Histórico alagamento

Há 14 anos a Rodoviária de Mirinzal era alagada por conta das cheias dos rios (Foto: divulgação)

O local já é conhecido por alagar em épocas de fortes chuvas, só que pelas cheias do Rio do Tungo. A imagem acima e no vídeo abaixo mostram que a rodoviária, que já foi construída em uma área que aterrou a passagem da água, em relação.

Em dezembro de 2018, o advogado Armstrong Lemos fez uma denúncia ao Ministério Público do Maranhão (MPMA), acusando o prefeito Jadilson dos Santos por atos lesivos ao meio ambiente e permissão da ocupação invasiva de uma lagoa/nascente do Rio Frio, localizada atrás da rodoviária da cidade, exatamente onde ficou aliado na manha de hoje (12). Veja a denuncia aqui.

Postura do Ministério Público

Respondendo aos contatos do Portal AtéHoje, o promotor de Justiça da cidade, Frederico Bianchini disse que “foi feita uma representação pelo Dr. Armstrong que, inclusive, é adversário politico do Município (lê-se atual prefeito); foi instaurada uma notícia de fato; posteriormente foi convertido em Inquérito Civil e foram requisitadas várias informações à Secretaria de Meio Ambiente do Município”, começou declarar.

Ainda segundo o MPMA, como a Prefeitura ficou protelando nessas informações, o Promotor denunciou criminalmente o Secretário de Meio Ambiente, por ele não ter atendido às requisições do MPMA, que foram requisitadas quatro ou cinco vezes e não atendidas – quando a Prefeitura respondia, o fazia de forma incompleta.

“Estou dependendo de perícias na área e já em contato com o pessoal da Secretaria de Estado de Meio Ambiente para fazer essa perícia. O procedimento de Inquérito Civil ainda está dentro do prazo de um ano e por isso nenhuma Ação Civil Pública foi aberta, apenas a ajuizado a ação criminal por omissão de informações técnicas pelo Município”, concluiu o Frederico Bianchini.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *