Envenenamento em massa de animais domésticos, deixa moradores de São Luís em alerta

Já se contabilizam 18 animais domésticos – somando-se gatos e cachorros – mortos por envenenamento, nas duas últimas semanas em São Luís. Segundo moradores de três diferentes bairros da ilha, pacotes de veneno para rotos, foram jogados por cima do muro de suas casas, com o objetivo de matar os bichos de estimação. A recorrência da situação, tem deixado os donos de animais em estado de alerta.

Veneno para ratos, encontrados pelos donos dos animais

Os relatos dos três moradores que passaram pela situação, foram similares: o veneno para ratos da marca Nitrosin, com aroma de carne, teria sido jogado para o interior da casa e atraído os animais de estimação. O caso mais marcante foi no bairro do João Paulo, onde 17 gatos do mesmo dono, morreram após ingerirem o raticida. Os outros dois casos foram registrados no Renascença I e Planalto Vinhais II.

“Não tem como resolver, pois já perdi minha cadela. Mas quero descobrir quem está fazendo isso”, afirmou a esteticista Amanda Matias, do Renascença I. O Boletim de Ocorrência foi registrado na delegacia do bairro. Segundo Amanda, não poderiam ter sido vizinhos, pois estavam viajando.

“Uma coisa dessa não tem como descrever. Tenho 10 cachorros, agora 9. Participo de várias ONGs e é triste”, desabafou a esteticista. “Sinceramente, acho que foram pessoas que não gostam de bichos, que querem extermina-los. Principalmente nesses lugares que ajudamos, o que mais vemos é isto: gente perversa, que faz isso só para maltratar o animal. Sem nenhuma razão aparente”.

Larissa dos Santos, advogada, passou por uma situação similar na manhã do dia 30. Ao acordar, encontrou seis pacotes do mesmo pesticida, abertos e espalhados pelo chão de seu quintal. Por sorte, seu gato não chegou a comê-lo.

“Peguei o Simba [nome do gato] e saí correndo, gritando e chorando”, relatou Larissa. Mesmo que não houve morte, somente tentativa, neste caso, o Boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia do Vinhais. “Se ele tivesse lambido, ele já tinha morrido. Eu vi porque acordei cedo. E se eu tivesse uma criança em casa?”, questionou a advogada.

A advogada Camilla Maia, membro do Núcleo de Defesa dos Animais da OAB, orienta que o ideal é levar o corpo do animal ao hospital veterinário para que se possa comprovar a morte por veneno e registrar o ocorrido na Delegacia do Meio Ambiente (DEMA), localizada no Calhau.

“Já foi comprovado que pessoas que cometem maus tratos com animais, tem potencial de fazer isso com seres humanos”, alegou a advogada. De acordo com ela, a delegacia deverá apurar o caso a partir de possíveis registros feitos por câmeras de segurança na rua, e também a partir das informações dos casos similares. Na investigação, deverá ser constatado o número de pessoas e o objetivo por trás do ato.

A assessoria da Polícia Civil informou que todos os casos relacionados à morte de animais, são encaminhados à Delegacia do Meio Ambiente para a devida apuração.

Fonte: O Imparcial

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