Madrasta é presa por suspeita de envenenar enteada para ficar com herança de R$ 800 mil

Em Cuiabá, uma mulher identificada como Jaira Gonçalves de Arruda, 42 anos, foi presa na última segunda-feira (9), suspeita de matar sua enteada envenenada, uma criança de 11 anos. De acordo com informações da Polícia Civil, Jaira teria cometido o crime para ficar com a herança de R$ 800 mil da menina.

A vítima foi indenizada pela morte da mãe, por conta de um erro médico durante o parto, e que ficaria em uma conta que poderia ser utilizada quando a menina fizesse 24 anos. Jaira, madrasta da menina, e o pai, eram os responsáveis pelos cuidados da vítima.

A menina morreu no dia 14 de junho deste ano, por uma causa até então indeterminada, dando entrada em um hospital já em óbito. No começo, os médicos suspeitavam de meningite, mas a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), colheu mais materiais para exames. Assim, conseguiram detectar no sangue da vítima substâncias que provocam intoxicação crônica ou aguda e a morte.

De acordo com os delegados da investigação, a substância não vem de medicamentos, podendo ser fornecida somente de forma criminosa. Sua ingestão causa sintomas como: visão borrada; tremores; confusão mental; convulsões etc. A vítima era envenenada com conta gotas, ou seja, ingerindo somente aos poucos para que não fosse detectado.

Quando a menina passava mal, era levada ao hospital e ficava internada entre três a sete dias, e melhorava por conta de ter cessado a ingestão do veneno. Mas quando voltava para casa, a vítima adoecia novamente. O processo durou cerca de dois meses, chegando a ficar internada nove vezes. Na sua última vez, ela chegou já em óbito.

A madrasta foi levada à Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), em Cuiabá, e cumprirá um mandado de prisão temporária (30 dias).

Fonte: O Estado e O Bom da Notícia

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