Pedido de impeachment de Bolsonaro é protocolado em Brasília

O primeiro pedido de impeachment de Jair Bolsonaro foi protocolado nesta terça-feira (17), pelo Deputado do Distrito Federal (DF), Leandro Grass. O documento entregue à Secretaria Geral da Mesa, consiste numa acusação contra o Presidente por crime de responsabilidade.

No documento são citados os atos: 

• alegar, sem provas, que as eleições de 2018 foram fraudadas no dia 09/03/2020;

• convocar e apoiar os protestos de 15 de março, contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), contrariando as recomendações para que fossem evitadas aglomerações em centros urbanos em meio à pandemia do coronavírus;

• fazer declarações de cunho sexual à repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo no dia 19/02/2020;

• determinar celebração à Ditadura Militar de 1964 em 23/03/2019;

A peça possui 26 páginas anexadas, por escrito, com todas as declarações de Bolsonaro e o pedido para que ele perca o cargo na presidência. E posteriormente, que ele não esteja habilitado à exercer a função pública. 

”Desde que sentou na cadeira da Presidência da República, em janeiro de 2019, Bolsonaro vem praticando uma série de atos incompatíveis com o decoro que o cargo que ele ocupa exige. O país hoje está em crise econômica, estamos passando por uma crise mundial de saúde e ele ignorando os protocolos e colocando a população em risco. O Brasil não tem condições de superar essas crises com Bolsonaro na presidência. Ou ele, ou o povo”, afirma o parlamentar, Leandro Grass.

Vídeo do pedido de impeachment de Bolsonaro: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=629564564286270&id=153682945207770

O Deputado Federal Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado de Bolsonaro, também anunciou que protocolará um pedido de impeachment contra o Presidente da República.

O parlamentar afirma que Bolsonaro é contra os poderes da União, a partir da convocação da população para protestos do último domingo (17), divergindo das recomendações feitas pelo Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ataques à imprensa.

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