Moro acusa Bolsonaro de interferência política na Polícia Federal

Ao anunciar seu pedido de demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na manhã desta sexta-feira (24), o agora ex-ministro Sérgio Moro comentou que o presidente Jair Bolsonaro queria nomear, para os cargos de direção da Polícia Federal (PF), pessoas que lhe dessem informações privilegiadas das investigações.

Segundo Moro, a atitude acabou causando estranheza e criando um clima ruim entre ele e Bolsonaro, que havia prometido que o ministro teria total autonomia para fazer o seu trabalho anti-corrupção.

A demissão de Moro foi motivada pela decisão de Bolsonaro de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado para o posto pelo ex-ministro. A Polícia Federal é vinculada à pasta da Justiça.

“O grande problema é por que trocar e permitir que seja feita interferência política no âmbito da PF. O presidente me disse que queria colocar uma pessoa dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência. Realmente, não é papel da PF prestar esse tipo de informação”, disse Moro.

Nascido em 1972 em Maringá, no norte do Paraná, Moro ganhou visibilidade como juiz da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba – especializada em crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.

Robert Willian Valporto

Robert Willian Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo; em Gestão Pública; pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação; MBA em Gestão Pública; Mestrando em Comunicação.

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