Mirinzal: moradores reclamam de abusos da PM local; Ela responde!

Moradores do município de Mirinzal vem reclamando e usando as redes sociais, muitas das vezes, para protestarem contra o que eles chamam de uma série de abusos da Polícia Militar (PM) da cidade em alguns casos, em contrapartida de uma onda alarmante de assaltos a populares, prédios públicos e estabelecimentos comerciais daquele lugar.

Em um dos casos no começo do mês de agosto, um indivíduo da cidade foi, segundo testemunhas, brutalmente agredido por policiais militares que não tiveram seus nomes divulgados. O homem, identificado como Idanilton Miranda e conhecido na cidade como Policial, foi vítima de ataques enquanto estava capinando uma área e a polícia passou pelo local.

Ainda segundo informações, o fato teria acontecido na presença de conselheiros tutelares da cidade, já que a polícia estava acompanhando-os em uma operação de rotina em busca de uma adolescente, que também não teve o nome divulgado.

Em outro caso, moradores disseram estar um bar quando dois PMs chegaram com muita violência mandando desligar o som do carro que ali estava ligado. Segundo as fontes, o som foi imediatamente desligado pelo dono do veículo, identificado como Neto.

Daí, ainda segundo fontes presentes no local, o policial militar identificado por Carlean, teria partido para as agressões verbais e física para com outro pessoa presente, não identificado, e dado voz de prisão a um dos presentes, seguido de um disparo de arma de fogo contra ele, o que revoltou seus amigos que ali estavam.

Ainda sobre esse caso, familiares confirmaram que, após irem embora, os membros da PM invadiram, na manhã de ontem (06), com violência a casa do dono do som automotivo que tocava naquela noite, o Neto, na manhã seguida. O som foi entregue na sede da PM na manhã de hoje (07).

Em um vídeo encaminhado à redação do AtéHoje, os policiais aparecem no local, na noite do último dia (05), mas não é percebido nenhum barulho de som automotivo, o que faz-nos perceber que já teria sido desligado, como informado pelas fontes, assim que solicitado pelo primeiro policial militar.

Local
Com medo de perseguições, nossas fontes pediram que não divulguemos os vídeos do local do fato

 

Nossa equipe entrou em contato com o Comando da Polícia Militar de Mirinzal que, por meio entrevista e nota, conta sua versão sobre os dois casos, mas não nega que excessos foram cometidos pelos policiais.

Sobre o primeiro caso,  a PM afima que “foi fazer diligências no povoado Maiabi […] e pelo caminho se deparou com Idailton Miranda, vulgo “Policial” o qual na Delegacia local constam registros de ocorrências em seu desfavor e já foi detido por tráfico e porte ilegal de arma e sobre quem pesam várias acusações de roubos de motocicletas e celulares na região”, diz o começo da nota.

O que a nota não diz é sobre qual acusação ele foi abordado, ou seja, se foi apenas pelo seu histórico (o que não justifica abordar uma pessoa trabalhando), ou por uma situação específica que ele estaria sendo acusado. Argumento vago!

A nota continua dizendo que Idailton “desrespeitou a guarnição e se negou a ser revistado, sendo necessário o emprego de força proporcional para a realização da abordagem policial”, o que foi comprovado nas fotos que mostram a violência com que utilizaram de tal força. Ou seja, houve abuso sob uma “justificativa de passado”.

Sobre o segundo caso, do carro de som, a polícia informou que recebeu “denúncias de vários moradores por conta de que no Bar Tudo para Buteco que havia um carro de som com volume demasiadamente alto incomodando os moradores e perturbando igrejas próximas” e que após isso a guarnição foi ao local e “solicitou que fosse reduzido o volume do som”, diz a nota.

A partir de então, a PM alega que “um dos policiais levou um chute pelo proprietário do referido carro de som, juntamente com mais três pessoas, em que foi efetuado um disparo para o chão, a fim de cessar a agressão”Há um conflito de informações já que as fontes no local confirmaram que quem chutou o policial foi outra pessoa, não o dono do veículo, e o fez após o policial o chutar. E, confirma-se o tiro disparado pelo policial, só que para o chão.

A nota continua dizendo que “devido ao pouco efetivo naquele momento, a guarnição não efetuou a prisão dos infratores de imediato e após solicitação de reforço, foram feitas diligências durante toda a noite, no sentido de localizar o proprietário do veículo”, que afirmam novamente ser o autor do chute.

A nota da PM conclui dizendo que a busca pelo proprietário do veículo foi “localizado somente pela manhã, porém o acusado homiziou-se em uma residência, não sendo possível sua prisão”, e não fala nada sobre a invasão à casa do Neto, proprietário do veículo que, segundo testemunhas, não foi a mesma pessoa que chutou o policial.

Enquanto toda essa confusão acontece, com carros de som e pessoas que tem histórico ruim, e apenas por isso, bandidos de verdade fazem a festa na cidade de Mirinzal roubando até prédios da Prefeitura Municipal, que não se posiciona sobre os casos.

Veja, abaixo, a íntegra da nota enviada pela PM de Mirinzal.
NOTA OFICIAL 2ª CI

Robert Willian Valporto

Robert Willian Valporto é graduado em Comunicação Social - Jornalismo; em Gestão Pública; pós-graduado em Assessoria e Gestão da Comunicação; MBA em Gestão Pública; Mestrando em Comunicação.

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